Cavalo Preto (part. Inezita Barroso)
Tenho meu cavalo preto
Por nome de Ventania
Um laço de doze braças
No couro de uma novilha
Tenho um cachorro bragado
Que é pra minha companhia
Eu sou um caboclo forgado
Ai, eu não tenho família
Tenho uma capa gaúcha
Que troquei por um boi carreiro
Tenho dois pelegos grandes
Que é pura lã de carneiro
Um me serve de colchão
E outro de travesseiro
Com a minha capa gaúcha
Eu me cubro o corpo inteiro
No lombo do meu cavalo
Eu viajo o dia inteiro
Vou de um Estado pra outro
Eu não tenho paradeiro
Quem quiser ser meu patrão
Me ofereça mais dinheiro
Eu sou muito conhecido
No Triângulo Mineiro
Adeus, que eu já vou partindo
Vou pousar noutra cidade
Depois de amanhã bem cedo
Quero estar em Piedade
Deus me deu esse destino
E muita felicidade
Onde eu passo com o meu breto
Deixo um rastro de saudade
Caballo negro (parte. Inezita Barroso)
Tengo mi caballo negro
Por nombre de Ventania
Un arco de doce peleas
En el cuero de una vaquilla
Tengo un perro rabioso
¿Qué hay para mi empresa?
Soy un caboclo forjado
Oh, no tengo familia
Tengo una cubierta gaucho
Que cambié por un buey carreiro
Tengo dos pedazos grandes
Que es pura lana de oveja
Uno me sirve de colchón
Y otro con almohada
Con mi funda gaucho
Me cubro todo el cuerpo
En el lomo de mi caballo
Viajo todo el día
Voy de un estado a otro
No tengo paradero
¿Quién quiere ser mi jefe?
Dame más dinero
Soy muy conocido
En el triángulo de Mineiro
Adiós, ya me voy
Voy a aterrizar en otra ciudad
Pasado mañana temprano
Quiero estar en Piedade
Dios me dio ese destino
Y mucha felicidad
¿Dónde paso con mi breto
Dejo un rastro de anhelo
Escrita por: Anacleto Rosas Jr.