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Tropeiro

César Passarinho

Remoendo freios, palanqueando pensamentos
Segue o tropeiro, poncho encharcado de Lua
Num trote manso, coxilando algum floreio
Num bordoneio de antigas noites xiruas

Foi lavrador, foi domador, foi peleador
Crinas compridas pra defender o seu chão
Pois é no lombo do cavalo, companheiro
Que este tropeiro vai troteando a tradição
Pois é no lombo do cavalo, companheiro
Que este tropeiro vai troteando a tradição

Alma de potro que veleja nas cochilhas
E se entropilha com o gado campo afora
Não tem segredos, o luar é seu parceiro
Luz se candeeiro num tropel de última hora

É dura a lida sobre o lombo do cavalo
Que num relincho pacholento te desperta
Como a dizer, apeie um pouco, tome um mate
Troteou lonjuras tendo o luar por coberta

Remoendo freios, palanqueando pensamentos
Segue o tropeiro, poncho encharcado de Lua
Num trote manso, coxilando algum floreio
Num bordoneio de antigas noites xiruas
Num trote manso, coxilando algum floreio
Num bordoneio de antigas noites xiruas

Alma de potro que veleja nas cochilhas
E se entropilha com o gado campo a fora
Não tem segredos, o luar é seu parceiro
Luz se candeeiro num tropel de última hora

Alma de potro que veleja nas cochilhas
E se entropilha com o gado campo a fora
Não tem segredos, o luar é seu parceiro
Luz se candeeiro num tropel de última hora

Alma de potro que veleja nas cochilhas
E se entropilha com o gado campo a fora
Não tem segredos, o luar é seu parceiro
Luz se candeeiro num tropel de última hora

Escrita por: Régis Marques