Parede - meia
Olho que não fecha espera o dia
Entrar pela brecha da veneziana
Sono que não chega noite que não cessa
Dia que só dá a luz com cesariana
Olho que não fecha fica de vigia
Ladra quando passa a caravana
Bebe luz elétrica semeia ventania
Olho que não fecha queima
Que nem taturana
Vento de bala perdida zunindo na orelha
É de parede - meia É de parede - meia
Carro de bombeiro, grito, velha que chuleia
É de parede - meia É de parede - meia
É de parede - meia, menina
É de parede - meia
Não dorme que a tristeza mora de parede- meia
Pared - media
Ojo que no se cierra espera el día
Entrar por la rendija de la persiana
Sueño que no llega noche que no cesa
Día que solo da luz con cesárea
Ojo que no se cierra queda de guardia
Ladra cuando pasa la caravana
Bebe luz eléctrica siembra ventarrón
Ojo que no se cierra arde
Como taturana
Viento de bala perdida zumbando en la oreja
Es de pared - media Es de pared - media
Carro de bomberos, grito, vieja que chilla
Es de pared - media Es de pared - media
Es de pared - media, nena
Es de pared - media
No duerme que la tristeza vive de pared - media
Escrita por: Kleber Albuquerque