Respeitável Público
Toda essa lama, esse lixo
É pra você ter o que desejar
Peça essencial do jogo
Que movimenta e faz funcionar
Num estado ordinário de consciência querer te deixar
Jogando sem correr perigo
Respeitável público
Hoje não haverá
Espetáculo algum
Confesso poder sentir culpa
Ou sentir ódio em ser ver assim
Sempre escutei promessas
Consciência em jejum
Mentiras a declarar
Manipulação
Cultura do desrespeito
Hipocrisia, desevolução
E tudo é só alegria
Respeitável público
Hoje não haverá
Espetáculo algum
Confesso poder sentir culpa
Ou sentir ódio em ser ver assim
Sempre escutei promessas
A verdade crua não é mostrada
Nós inserem preocupações fúteis
Tentando nós controlar
Nós silenciar
Mas isso nunca vai acontecer
Respeitável público
Hoje não haverá
Espetáculo algum
Confesso poder sentir culpa
Ou sentir ódio em ser ver assim
Sempre escutei promessas
Respetable Público
Toda esta mugre, esta basura
Es para que tengas lo que deseas
Pieza esencial del juego
Que mueve y hace funcionar
En un estado ordinario de conciencia querer dejarte
Jugando sin correr peligro
Respetable público
Hoy no habrá
Ningún espectáculo
Confieso poder sentir culpa
O sentir odio al verte así
Siempre escuché promesas
Conciencia en ayuno
Mentiras por declarar
Manipulación
Cultura del desprecio
Hipocresía, desevolución
Y todo es pura alegría
Respetable público
Hoy no habrá
Ningún espectáculo
Confieso poder sentir culpa
O sentir odio al verte así
Siempre escuché promesas
La verdad cruda no es mostrada
Nos insertan preocupaciones fútiles
Intentando controlarnos
Silenciarnos
Pero eso nunca va a suceder
Respetable público
Hoy no habrá
Ningún espectáculo
Confieso poder sentir culpa
O sentir odio al verte así
Siempre escuché promesas
Escrita por: Miguel Antunes / Tomaz Pontara