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Actualmente

Chico Buarque

Hoje

Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje, trago no olhar imagens distorcidas
Pois viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,as minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje, homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje, homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
Ah, sorte

Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim
Como eu te amei

Actualmente

Llevo en mi cuerpo las marcas de mi tiempo
Mi vida desesperada en un momento
El pozo negro, la hambruna, la flor, el fin del mundo
Hoy, traigo en la mirada imágenes distorsionadas
Para viajar, manos desconocidas
Trae la luna, la calle en mis manos
Pero hoy, mis manos debilitadas y vacías
Busca desnudos por las lunas, por las calles
En la soledad de las noches frías para ti
Hoy, los hombres sin miedo vienen al futuro
Me temo que me despierto y te busco
Mi cuarto oscuro es inerte como la muerte
Hoy en día, los hombres de acero esperan de la ciencia
Me desespero y abrazo tu ausencia
Eso es lo que me queda, vivo en mi suerte
Oh, suerte

No quería que la juventud se perdiera
No quería caminar muriendo de por vida
No quería amar así
Cómo te amé

Escrita por: Taiguara