Primeiro de Maio
Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas
Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu
Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã
O homem de amanhã
Primero de mayo
Hoy la ciudad está paralizada
Y acelera el camino
Para despertar a tu novia ahí mismo
Y estás sonriendo, estás angustiado
Para mostrar, lleno de sí mismo
Que hoy es dueño de tus manos
y las herramientas
Cuando la sirena no silba
ella se despierta mas hermosa
Tu piel es tu guepardo, fustão
Y, para bien o para mal, es tu terciopelo
Es el tafetán que Dios te dio
Y bendito el fruto del sudor
Del trabajo que es solo tuyo
Hoy se consagrarán
Todo el día para querernos tanto
él, el artesano
Haz tu taller dentro de él
Y ella, la tejedora
Confiarás en las mallas de tu vientre
El hombre del mañana
El hombre del mañana
Escrita por: Chico Buarque / Milton Nascimento