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Plaza Clóvis

Chico Buarque

Praça Clóvis

Na praça Clóvis
Minha carteira foi batida
Tinha vinte e cinco cruzeiros
E o teu retrato
Vinte e cinco
Eu francamente achei barato
Pra me livrarem
Do meu atraso de vida

Eu já devia
Ter rasgado e não podia
Esse retrato
Cujo olhar me maltratava e perseguia
Um dia veio o lanceiro
Naquele aperto da praça
Vinte e cinco, francamente, foi de graça

Na praça Clóvis
Minha carteira foi batida
Tinha vinte e cinco cruzeiros
E o teu retrato
Vinte e cinco
Eu francamente achei barato
Pra me livrarem
Do meu atraso de vida
Eu já devia
Ter rasgado e não podia
Esse retrato
Cujo olhar me maltratava e perseguia
Um dia veio o lanceiro
Naquele aperto da praça
Vinte e cinco, francamente, foi de graça
Vinte e cinco, francamente, foi de graça

Plaza Clóvis

En la plaza Clóvis
Me robaron la cartera
Tenía veinticinco cruzeiros
Y tu retrato
Veinticinco
Francamente, me pareció barato
Para librarme
De mi atraso en la vida

Ya debía
Haberlo rasgado y no podía
Ese retrato
Cuyo mirar me maltrataba y perseguía
Un día vino el ladrón
En ese apretón de la plaza
Veinticinco, francamente, fue de gratis

En la plaza Clóvis
Me robaron la cartera
Tenía veinticinco cruzeiros
Y tu retrato
Veinticinco
Francamente, me pareció barato
Para librarme
De mi atraso en la vida
Ya debía
Haberlo rasgado y no podía
Ese retrato
Cuyo mirar me maltrataba y perseguía
Un día vino el ladrón
En ese apretón de la plaza
Veinticinco, francamente, fue de gratis
Veinticinco, francamente, fue de gratis

Escrita por: Paulo Vanzolini