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Arjé

Chico Conrado

Archè

Abro os olhos
E levanto dessa cama quente
Nada é diferente
Ainda tô aqui
E lá vou eu
Mais uma vez

Tomo um café improvisado
Pra forrar o bucho
E ficar animado
E, então, lá vou eu
Mais uma vez

Rotina
Outra vez você
Me alucina
Quero outro alguém aqui

Pa, papa, papa
Laiê, derá

Olho no relógio
E vejo que tô atrasado
Vou deixar de lado
Essa conversa de ir viver fora de mim

Minha mente não responde
E só faz zuada
Eu vou fazer mais nada
Nem imaginava que iria ser assim

Minha sina
É voar no chão
E essa menina
Me prende a essa ilusão

E você
Disse que a tua graça me basta
Me dá outro mundo

Você
É sempre quem cala a voz dessa mente
Doente que cai por aqui

É meu archè, meu sentido
E sem ti durmo mal, temporal

E eu vou
Viajo mil vales e montes sem ver
O que sobrou de mim

Verei você no fim
Verei você

Arjé

Abro los ojos
Y me levanto de esta cama caliente
Nada ha cambiado
Sigo aquí
Y allá voy yo
Una vez más

Me tomo un café improvisado
Para llenar el estómago
Y animarme
Y luego, allá voy yo
Una vez más

Rutina
Otra vez tú
Me alucina
Quiero a alguien más aquí

Pa, papa, papa
Laiê, derá

Miro el reloj
Y veo que estoy atrasado
Voy a dejar de lado
Esta idea de irme a vivir fuera de mí

Mi mente no responde
Y solo hace ruido
No voy a hacer nada más
Ni siquiera imaginaba que sería así

Mi destino
Es volar en el suelo
Y esta chica
Me ata a esta ilusión

Y tú
Dijiste que tu gracia me basta
Me das otro mundo

Tú
Siempre eres quien calla la voz de esta mente
Enferma que cae por aquí

Es mi arjé, mi sentido
Y sin ti duermo mal, temporal

Y yo
Viajo mil valles y montañas sin ver
Lo que quedó de mí

Te veré al final
Te veré

Escrita por: Chico Conrado