Disparada (Part. Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano)
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não te agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
A morte, o destino, tudo, a morte, o destino, tudo
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e o boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe que eu
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
Disparada (Part. Leandro & Leonardo y Zezé Di Camargo & Luciano)
Prepara tu corazón para las cosas que te voy a contar
Vengo del sertón, vengo del sertón
Vengo del sertón y quizás no te agrade
Aprendí a decir no, ver la muerte sin llorar
La muerte, el destino, todo, la muerte, el destino, todo
Estaba fuera de lugar, vivo para arreglar
En la boiada fui un buey, pero un día me monté
No por un motivo mío, ni de quien estuviera conmigo
Que tuviera algún deseo, sino por necesidad
Del dueño de una boiada cuyo vaquero murió
Bueyero por mucho tiempo, lazo firme y brazo fuerte
Mucho ganado, mucha gente, por la vida luché
Seguía como en un sueño, y el bueyero era un rey
Pero el mundo giraba en las patas de mi caballo
Y en los sueños que soñaba, las visiones se aclaraban
Las visiones se aclaraban, hasta que un día desperté
Entonces no pude seguir valiente en lugar de teniente
Y dueño de ganado y gente, porque con el ganado se marca
Se guía, se marca, se engorda y se mata, pero con la gente es diferente
Si no estás de acuerdo no puedo disculparme
No canto para engañar, tomaré mi guitarra
Te dejaré de lado, cantaré en otro lugar
En la boiada fui un buey, bueyero fui rey
No por mí ni por nadie, que estuviera conmigo
Que quisiera o pudiera, por cualquier cosa suya
Por cualquier cosa de su deseo ir más lejos que yo
En la boiada fui un buey, pero un día me monté
No por un motivo mío, ni de quien estuviera conmigo
Que tuviera algún deseo, sino por necesidad
Del dueño de una boiada cuyo vaquero murió
Escrita por: Geraldo Vandré / Theo Azevedo