História de Um Prego (part. Lulu Santos)
Meu filho, vem cá, corre!
Vem sentar aqui comigo
Sou teu pai, sou teu amigo!
Quero te aconselhar
Olhe na parede, aquele prego, ali pregado
Ele sabe o meu passado, mas eu quero te contar
Naquele prego
Eu já pendurei meu laço
O arreio do Picasso
Cavalo de estimação
E um par de esporas
Que custou muito dinheiro
E o chapéu de boiadeiro
Que eu lidava no sertão
Naquele prego
Pendurei muito cansaço
Muito suor do mormaço
E poeira do estradão
E quantas vezes
Minha mágoa pendurei
Sentimentos eu guardei
Pra não magoar teu coração
De agora em diante
Vou tirar dele meu laço
O arreio do Picasso
E as esporas vou guardar
Naquele prego
Pendure uma sacola
Cheia de livros da escola
E vontade de estudar
Quando amanhã
Você estiver aqui sentado
Lembrando nosso passado
Olhando o prego pioneiro
Quero que seja
Um doutor bem afamado
E diga sempre em alto brado
Sou filho de um boiadeiro!
Historia de un clavo (parte. Lulu Santos)
¡Hijo mío, ven aquí, corre!
Ven y siéntate aquí conmigo
¡Soy tu padre, soy tu amigo!
quiero aconsejarte
Mira en la pared, ese clavo, ahí clavado
Él conoce mi pasado, pero quiero decírtelo
en ese clavo
ya colgué mi soga
El arnés de Picasso
caballo mascota
Y un par de espuelas
Eso costó mucho dinero
y el sombrero de vaquero
Que traté en el interior del país
en ese clavo
colgué mucho cansancio
Mucho sudor por el calor
Y polvo del camino
y cuantas veces
colgué mi pena
Sentimientos que guardé
Para no lastimar tu corazón
De aquí en adelante
Le quitaré mi soga
El arnés de Picasso
Y las espuelas las guardaré
en ese clavo
colgar una bolsa
Lleno de libros escolares
y ganas de estudiar
cuando mañana
estas sentado aqui
Recordando nuestro pasado
Mirando el clavo pionero
quiero que sea
un medico muy famoso
Y siempre dilo en voz alta
¡Soy hijo de un vaquero!
Escrita por: João Pacífico