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Traum eines Lastwagenfahrers

Chitãozinho & Xororó

Sonho de Um Caminhoneiro

Eram dois amigos inseparáveis
Lutando pela vida e o pão
Levando um sonho de cidade em cidade
De serem donos do seu caminhão

Com muita luta e sacrifício
Para pagar em dia a prestação
Se realizava o sonho finalmente
O empregado passa a ser patrão

Suas viagens eram intermináveis
De cansaço, de poeira e chão
E um dos amigos, um recém-casado
Ia ser pai do primeiro varão

Com alegria vinham pela estrada
Não vendo a hora de chegar
E o caminhoneiro disse ao amigo
Vou lhe dar meu filho para batizar

Mas o destino cruel e traiçoeiro
Marcou a hora e o lugar
A chuva fina e a pista molhada
Com uma carreta foram se chocar

Mas como todos tem a sua sina
Um a morte não levou
E o agonizante nos braços do amigo, disse
Vá conhecer meu filho, porque eu não vou

Naquela curva à beira da estrada
Uma cruz ao lado de um pinheiro
Marca pra sempre onde foi ceifada
A vida e o sonho de um caminhoneiro
Com a morte do companheiro
A saudade vai chegar
Aqueles bons e velhos tempos
Nunca mais irão voltar

Mas o destino cruel e traiçoeiro
Marcou a hora e o lugar
A chuva fina e a pista molhada
Com uma carreta foram se chocar

Mas como todos tem a sua sina
Um a morte não levou
E o agonizante nos braços do amigo, disse
Vá conhecer meu filho, porque eu não vou

Traum eines Lastwagenfahrers

Es waren zwei unzertrennliche Freunde
Kämpfend ums Leben und um Brot
Sie trugen einen Traum von Stadt zu Stadt
Einen eigenen Truck zu besitzen

Mit viel Mühe und Opfer
Um die Raten pünktlich zu zahlen
Endlich wurde der Traum wahr
Der Angestellte wird zum Chef

Ihre Reisen waren endlos
Von Müdigkeit, Staub und Boden
Und einer der Freunde, frisch verheiratet
Wurde bald Vater eines Sohnes

Mit Freude fuhren sie die Straße entlang
Warten kaum darauf anzukommen
Und der Lkw-Fahrer sagte zu seinem Freund
Ich werde dir meinen Sohn zur Taufe geben

Doch das grausame und hinterhältige Schicksal
Bestimmte Zeit und Ort
Der feine Regen und die nasse Fahrbahn
Stießen mit einem Auflieger zusammen

Doch wie es jeder hat sein Schicksal
Einen hat der Tod nicht geholt
Und der Sterbende in den Armen seines Freundes sagte
Geh' und lerne meinen Sohn kennen, denn ich werde nicht gehen

An dieser Kurve am Straßenrand
Ein Kreuz neben einer Tanne
Markiert für immer, wo das Leben
Und der Traum eines Lkw-Fahrers endeten
Mit dem Tod des Kameraden
Wird die Sehnsucht kommen
Diese guten alten Zeiten
Werden nie zurückkehren

Doch das grausame und hinterhältige Schicksal
Bestimmte Zeit und Ort
Der feine Regen und die nasse Fahrbahn
Stießen mit einem Auflieger zusammen

Doch wie es jeder hat sein Schicksal
Einen hat der Tod nicht geholt
Und der Sterbende in den Armen seines Freundes sagte
Geh' und lerne meinen Sohn kennen, denn ich werde nicht gehen.

Escrita por: Nil Bernardes, Chico Valente