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Polvo

Chrystian & Ralf

Poeira

Um carro de boi lá vai
Gemendo no estradão
Suas grandes rodas fazendo
Profundas marcas no chão

Vai levantando poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Olha, seu moço, a boiada
Em busca do ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando
Cabeças em confusão

Vai levantando poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Olha só o boiadeiro
Montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada
Com seu berrante na mão

Seu rosto é só poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Barulho de trovoada
Coriscos em profusão
A chuva caindo em cascata
Na terra fofa do chão

Virando em lama poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Poeira entra em meus olhos
Não fico zangado, não
Pois sei que, quando eu morrer
Meu corpo irá para o chão

Se transformar em poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

Poeira do meu sertão, poeira
Poeira do meu sertão

Poeira do meu sertão, poeira
Poeira do meu sertão

Poeira do meu sertão, poeira

Polvo

Allí va una carreta de bueyes
Gimiendo en el camino
Tus grandes ruedas haciendo
Marcas profundas en el suelo

levanta polvo
Polvo rojo, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

Mira, joven, el rebaño
En busca del río
muge y reflexiona
Cabezas en confusión

levanta polvo
Polvo rojo, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

mira el vaquero
Montado en su alazán
Liderando toda la manada
Con tu cuerno en la mano

Tu cara es solo polvo
Polvo rojo, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

Ruido de tormenta
Coriscos en profusión
La lluvia cayendo en cascadas
En la tierra blanda del suelo

Convirtiéndose en barro y polvo
Polvo rojo, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

Se me mete polvo en los ojos
no me enojo, no
Porque sé que cuando muera
Mi cuerpo caerá al suelo

Conviértete en polvo
Polvo rojo, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

Polvo de mis tierras de atrás, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

Polvo de mis tierras de atrás, polvo
Polvo de mis tierras de atrás

Polvo de mis tierras de atrás, polvo

Escrita por: Luíz Bonan / Serafim C. Gomes