395px

Te Amé

Cícero Vieira

Eu Lhe Amei

Eu lhe amei, a ponto de fazer o que você queria
De tanto acreditar no que você dizia
Não tive nem malícia para pensar no fim
Você me usou pra desfrutar do Luxo de cada capricho
Jogou-se em outros braços, me jogou no lixo
Pensou em quase tudo
E esqueceu de mim

Agora liga
Sem perguntar ao menos se sinto revolta
Não é assim tão fácil aceitar de volta
Alguém que por si própria toma decisões
Quase morri tentando esquecer tudo que você me fez
Pra ter que passar hoje por tudo outra vez
Só se eu tivesse ao menos eu tivesse uns dez corações

Eu não pensei que as suas juras fossem palavras ao vento
Apostei minha vida no seu sentimento
Tornei-me seu escravo e só não fiz morrer

O que passou me fez abrir os olhos para a realidade
Você agora chora sem felicidade
Provando do veneno que me fez beber

Quem planta espinhos não pode colher flores
É a pura verdade
Mas quem semeia vento colhe tempestade
Quem procura acha e você procurou
Não adianta querer juntar os cacos de um cristal quebrado
Pra que chorar o leite que foi derramado
Você só tá colhendo o que você plantou

Te Amé

Te amé, al punto de hacer lo que querías
Creí tanto en lo que decías
No tuve ni malicia para pensar en el final
Me usaste para disfrutar de cada capricho
Te lanzaste en otros brazos, me tiraste a la basura
Pensaste en casi todo
Y te olvidaste de mí

Ahora llamas
Sin siquiera preguntar si siento rencor
No es tan fácil aceptar de vuelta
A alguien que toma decisiones por sí misma
Casi muero intentando olvidar todo lo que me hiciste
Para tener que pasar por todo de nuevo hoy
Solo si tuviera al menos diez corazones

No pensé que tus juramentos fueran palabras al viento
Aposté mi vida en tus sentimientos
Me convertí en tu esclavo y casi me haces morir

Lo que pasó me abrió los ojos a la realidad
Ahora lloras sin felicidad
Probando el veneno que me hiciste beber

Quien siembra espinas no puede cosechar flores
Es la pura verdad
Pero quien siembra viento cosecha tempestades
Quien busca encuentra y tú buscaste
No sirve de nada querer juntar los pedazos de un cristal roto
Para qué llorar la leche derramada
Solo estás cosechando lo que sembraste

Escrita por: Cícero Vieira / Marquinhos Paz