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Criatura

Cidadão Quem

Criatura

Não faço nada,
Que alguém não tenha feito não,
Não falo nada,
Que alguém não tenha dito então,
Não penso nada,
Nosso futuro é imprevisão,
Alguém me dê a mão,
Nessa calçada,
Vejo que os anos vão chegar,
Cada pegada,
Me mostra um jeito de encontrar,
todo esse nada,
Com medo de se machucar.
Porque tudo isso então?
Se não há nada,
Porque todos temem perder,
Todo esse nada,
Ser a vontade de viver,
Na mesma casa, na mesa que reparte o pão,
Por isso tudo então.

Quem é você?
Que se esconde, atrás de um nome qualquer,
E faz o homem temer.
Estende a mão,
Trazendo as chuvas,
Tocando o som do trovão,
será que vamos saber?

Criatura

No hago nada,
Que alguien no haya hecho antes,
No digo nada,
Que alguien no haya dicho entonces,
No pienso nada,
Nuestro futuro es imprevisión,
Alguien tómame de la mano,
En esta acera,
Veo que los años van a llegar,
Cada huella,
Me muestra una forma de encontrar,
Todo este vacío,
Con miedo a lastimarse.
¿Por qué todo esto entonces?
Si no hay nada,
¿Por qué todos temen perder,
Todo este vacío,
Ser el deseo de vivir,
En la misma casa, en la mesa que comparte el pan,
Por todo esto entonces.

¿Quién eres tú?
Que te escondes detrás de cualquier nombre,
Y haces que el hombre tema.
Extiende la mano,
Trae las lluvias,
Tocando el sonido del trueno,
¿Será que vamos a saber?

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