Bicho do Mato
Às vezes fico calado
Respeitando o meu silêncio
Pois sei que tudo faz parte de um plano
Para que eu possa ter vida longa
Nesta terra tão estranha
Nesta guerra tamanha um poço se fundo
Eu nunca tenho pressa, pois sei que sempre chego.
Só não gosto de ficar incomodado
Feito um índio "véio" desconfiado
Afinal sou da cidade
Mas entre tantos sonhos de concreto
Me sinto um bicho do mato
Uma fera enjaulada perdendo o instinto da caçada
Bicho del monte
A veces me quedo callado
Respetando mi silencio
Porque sé que todo es parte de un plan
Para que pueda tener una vida larga
En esta tierra tan extraña
En esta guerra tan grande, un pozo tan profundo
Nunca tengo prisa, porque sé que siempre llego.
Solo no me gusta estar molesto
Como un indio viejo desconfiado
Después de todo, soy de la ciudad
Pero entre tantos sueños de concreto
Me siento como un bicho del monte
Una fiera enjaulada perdiendo el instinto de la caza
Escrita por: Alcides França