395px

Coitado D'Ocê Eugênio

Cidinha de Almeida

Coitado d’ocê, Eugênio
Foi inventar de trabalhar
Pensou que era só escritório
Um documento pra organizar

Mas entrou pra equipe da Maria
Agora não pode reclamar
Quando pensa que acabou o dia
Tem outra música pra cadastrar!

Coitado d’ocê, Eugênio
Pra aguentar Dona Maria!
Mal terminou o cafezinho
Ela já teve outra ideia!

Quando pensa que acabou
Vem trabalho em romaria
Braço direito não descansa
Na firma da Dona Maria!

É secretário executivo
Trilíngue e quebra-galho também
Organiza texto, olha projeto
Resolve o que vai e o que vem

Se Cidinha inventa uma história
Ele corre pra acompanhar
Se Ofélia entra na conversa
Meu filho, é melhor se preparar!

Ô Eugênio! Aguenta firme!
Ô Eugênio! Não vai correr!
Se Dona Maria disser acabou
Espera cinco minutos pra ver!

Um dia ele foi tomar café
Só queria descansar um pouquinho
Quando voltou já tinha trabalho
E virou música o cafezinho!

Pensou em pedir vale-transporte
Dona Maria respondeu ligeiro
Vale-transporte pra quê, menino?
Você dorme aqui o tempo inteiro!

Pensou então no vale-coco
Pra ir à praia com Cidinha passear
Dona Maria bateu na mesa
Pode tirar o cavalinho da chuva
E voltar já pro seu lugar!

Coitado d’ocê, Eugênio
Pra aguentar Dona Maria!
Mal terminou o cafezinho
Ela já teve outra ideia!

Quando pensa que acabou
Vem trabalho em romaria
Braço direito não descansa
Na firma da Dona Maria!

Seu Augusto, aposentado
Vê de longe a confusão
Toma o café bem sossegado
E dá conselho ao filhão

Meu filho, eu já trabalhei
Agora é sua vez de suar
Você escolheu ser braço direito
Então trate de aguentar!

Eugênio olha pro relógio
Já passou das três, patroa!
Dona Maria responde alegre
Mas a ideia agora está tão boa!

Cidinha chega com outra letra
Maricota pronta pra cantar
Aurélio inventa um Wellington
E Ratão querendo protestar!

Ô Eugênio! Aguenta firme!
Essa equipe não vai parar!
Se hoje nascerem três músicas
Amanhã tem mais pra cadastrar!

Coitado d’ocê, Eugênio
Mas não adianta reclamar
Vida de braço direito de artista
Não tem hora pra terminar!

Se Dona Maria disser boa noite
Pode até comemorar
Mas não guarde o computador
Que ela pode acordar!

Coitado d’ocê, Eugênio
Pra aguentar Dona Maria!
Tem cafezinho, tem confusão
Tem trabalho todo dia!

Mas no meio dessa loucura
Sempre nasce uma melodia
Ô Eugênio, segura firme
É a firma da Dona Maria!

Ô Eugênio!
Toma o café e volta logo
Que Cidinha teve outra ideia!

Escrita por: Maria Aparecida de Almeida