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Mudei de Frequência

Cido Souza

Você achou que meu mundo ia desabar
Que eu ia passar a vida inteira a te esperar
Calculou errado o teu plano
Me subestimar foi o teu maior engano
Você era a âncora e eu achei que era o cais
Só que quem tem asas não olha pra trás

Investi muito em quem valia tão pouco
Sua ausência virou meu melhor capital
Tu achou que o término ia me deixar louco?
Mas o seu ego é frágil e digital
Você virou ontem, eu já sou depois
Não tem mais rima entre nós dois!

Eu não morri, ó! Mudei de frequência!
A tua saída foi minha inteligência!
Achou que eu ia chorar no escuro?
Olha pra mim, eu sou o próprio futuro!
Aceita o xeque-mate, coração covarde
O seu tempo acabou, não adianta o empate!

Você era o ruído, eu sou a sinfonia
Sua vaidade não dita minha métrica
Se a intenção era causar nostalgia
Sinto informar, minha mente é seletiva
O desapego é ciência exata
Quem muito se acha, se perde na pista!

Eu não morri, ó! Mudei de frequência!
A tua saída foi minha inteligência!
Achou que eu ia chorar no escuro?
Olha pra mim, eu sou o próprio futuro!
Aceita o xeque-mate, coração covarde
O seu tempo acabou, não adianta o empate!

Você foi só um erro de percurso
Um capítulo curto que eu já esqueci
Não bota mais o meu nome no teu discurso
Porque o seu topo é onde eu comecei a subir!

Eu não morri, ó! Mudei de frequência!
A tua saída foi minha inteligência!
Achou que eu ia chorar no escuro?
Olha pra mim, eu sou o próprio futuro!
Aceita o xeque-mate, coração covarde
O seu tempo acabou, não adianta o empate!

Acabou pra tu, bebê!
Não adianta o empate, cuida!

Escrita por: Cido Souza