Teoria do Caos
Vai chegar o dia em que estálida
Vai voltar às ruas que deixamos
Ela era gris e eu era inferno
Vai deitar à luz que nos cegará
Destoar o timbre que envenena
Rodear a luz que nos queima
Filho do caos
Vem rugir ufano
Volta à sombra proclamar a estreia da solidão
Caminhando sobre ovos crus
Vai saber o mínimo e o êxtase
Permear as cores e os nomes
Que não mais existem em palavras
Vai roubar das árvores e de viés
Faz da dor tão curta quanto o amor
Que incerto há não mais sentimos
Filho do caos, vem ver
Vem alimentar minhas percepções tão rasas
Filho do caos que escreve segredos falsos
Vem sabotar meu sopro
E saquear meu ouro
E desbotar minha alma
Se configuram tristes os sonhos que não temos mais
Teoría del Caos
Llegará el día en que Estálide
Volverá a las calles que abandonamos
Ella era gris y yo era infierno
Se acostará a la luz que nos cegará
Desentonará el tono que envenena
Rodeará la luz que nos quema
Hijo del caos
Ven a rugir orgulloso
Vuelve a la sombra proclamando la llegada de la soledad
Caminando sobre huevos crudos
Entenderá lo mínimo y el éxtasis
Percibirá los colores y los nombres
Que ya no existen en palabras
Robará de los árboles y de soslayo
Hace del dolor tan breve como el amor
Que incierto ya no sentimos
Hijo del caos, ven a ver
Ven a alimentar mis percepciones tan superficiales
Hijo del caos que escribe secretos falsos
Ven a sabotear mi aliento
Y saquear mi oro
Y desteñir mi alma
Se vuelven tristes los sueños que ya no tenemos
Escrita por: Eduardo Verner / Lucas Valério