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Zapato 34

Ciro Sarno

Calçado 34

Você chegou era um domingo
Estacionou na contramão
Me recebeu com um sorriso
E acelerou meu coração

O seu olhar tão infinito
Os seus cabelos fios de seda
Eu com meu papo retorcido
E minha investida tão azeda

Queria poder te dizer
O quanto eu gosto de você
Eu sei que certo não seria, baby
O que eu posso fazer?

Eu sei que a culpa não é minha ou sua
Não é de ninguém
Você cruzou o meu caminho
E me roubou de outro alguém

Uma garota tão bonita
Em seu calçado trinta e quatro
Aquela argola que me incita
Aquela pose de teatro

Uma garota tão bonita
Em seu calçado trinta e quatro
Aquela argola que me incita
Aquela pose de teatro

Queria poder te dizer
O quanto eu gosto de você
Eu sei que certo não seria, baby
O que eu posso fazer?

Eu sei que a culpa não é minha ou sua
Não é de ninguém
Você cruzou o meu caminho
E me roubou de outro alguém

Queria poder te dizer

Cê me roubou

Zapato 34

Llegaste un domingo
Estacionaste en sentido contrario
Me recibiste con una sonrisa
Y aceleraste mi corazón

Tu mirada tan infinita
Tu cabello como hilos de seda
Yo con mi charla retorcida
Y mi intento tan amargo

Quisiera poder decirte
Cuánto me gustas
Sé que no sería lo correcto, nena
¿Qué puedo hacer?

Sé que la culpa no es mía ni tuya
No es de nadie
Cruzaste mi camino
Y me robaste de otro

Una chica tan bonita
En sus zapatos treinta y cuatro
Esa argolla que me incita
Esa pose teatral

Una chica tan bonita
En sus zapatos treinta y cuatro
Esa argolla que me incita
Esa pose teatral

Quisiera poder decirte
Cuánto me gustas
Sé que no sería lo correcto, nena
¿Qué puedo hacer?

Sé que la culpa no es mía ni tuya
No es de nadie
Cruzaste mi camino
Y me robaste de otro

Quisiera poder decirte

Me robaste

Escrita por: Ciro Sarno