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Refugio para indigentes

Clara Nunes

Abrigo de Vagabundos

Eu arranjei o meu dinheiro
Trabalhando o ano inteiro
Numa cerâmica
Fabricando pote

E lá no alto da Moóca
Eu comprei um lindo lote
Dez de frente e dez de fundos
Construí minha maloca

Me disseram que sem planta
Não se pode construir
Mas quem trabalha, tudo pode conseguir
João Saracura que é fiscal da Prefeitura
Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim

Por onde andará Joca e Matogrosso
Aqueles dois amigos
Que não quis me acompanhar
Andarão jogados na avenida São João
Ou vendo o Sol quadrado na detenção

Minha maloca, a mais linda que eu já vi
Hoje está legalizada ninguém pode demolir
Minha maloca a mais deste mundo
Ofereço aos vagabundos
Que não têm onde dormir

Minha maloca, a mais linda que eu já vi
Hoje está legalizada ninguém pode demolir
Minha maloca a mais deste mundo
Ofereço aos vagabundos
Que não têm onde dormir

Minha maloca, a mais linda que eu já vi
Hoje está legalizada ninguém pode demolir
Minha maloca a mais deste mundo
Ofereço aos vagabundos
Que não têm onde dormir

Refugio para indigentes

Tengo mi dinero
Trabajando todo el año
En una alfarería
Haciendo olla

Y allá arriba en Moóca
Compré un hermoso lote
Diez por delante y diez por detrás
Construi mi maloca

Me dijeron que sin una planta
No puedes construir
Pero quien trabaja, todo lo puede lograr
João Saracura, inspector del Ayuntamiento
Era un gran amigo, me lo arregló todo

A dónde irá Joca e Matogrosso
Esos dos amigos
Que no quiso acompañarme
Se jugarán en la Avenida São João
O ver el sol cuadrado detenido

Mi maloca, la mas linda que he visto
Hoy es legal, nadie puede demolerlo
Mi choza mas larga en este mundo
Ofrezco a los vagabundos
Que no tienen donde dormir

Mi maloca, la mas linda que he visto
Hoy es legal, nadie puede demolerlo
Mi choza mas larga en este mundo
Ofrezco a los vagabundos
Que no tienen donde dormir

Mi maloca, la mas linda que he visto
Hoy es legal, nadie puede demolerlo
Mi choza mas larga en este mundo
Ofrezco a los vagabundos
Que no tienen donde dormir

Escrita por: Adoniram Barbosa