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Hoy

Cláudia

Hoje

Hoje, trago em meu corpo
As marcas do meu tempo
Meu desespero, a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo

Hoje, trago no olhar
Imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos

Mas hoje
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias, sem você

Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte

Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta vivo em minha sorte

Sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei

Sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei

Sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei
Como eu te amei

Hoy

Hoy, llevo en mi cuerpo
Las marcas de mi tiempo
Mi desesperación, la vida en un momento
La depresión, el hambre, la flor, el fin del mundo

Hoy, llevo en la mirada
Imágenes distorsionadas
Colores, viajes, manos desconocidas
Traen la luna, la calle a mis manos

Pero hoy
Mis manos debilitadas y vacías
Buscan desnudas por las lunas, por las calles
En la soledad de las noches frías, sin ti

Hoy
Hombres sin miedo llegan al futuro
Tengo miedo, despierto y te busco
Mi habitación oscura es inerte como la muerte

Hoy
Hombres de acero esperan de la ciencia
Yo desespero y abrazo tu ausencia
Que es lo que me queda vivo en mi suerte

Suerte
No quería la juventud así perdida
No quería andar muriendo por la vida
No quería amar así como te amé

Suerte
No quería la juventud así perdida
No quería andar muriendo por la vida
No quería amar así como te amé

Suerte
No quería la juventud así perdida
No quería andar muriendo por la vida
No quería amar así como te amé
Como te amé

Escrita por: Taiguara