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Sábanas de Lino

Cláudia

Lençóis de Linho

Escorre o suor do corpo
E vai se abrigar nas dobras
Dos lençóis de linho
Que dançam na noite as horas
E as moscas zombam de eu estar sozinha

Metade de mim se espanta
E do silêncio surgem as vozes do desejo
Sussurro minhas memórias
Trazendo histórias em que eu me despejo

Eu vejo aranhas tecerem lembranças
E, na parede, crescerem as sombras
A sua sombra, o seu afago
As suas mãos na escuridão
Pelas mãos frias dessa solidão
Me faço dois

Eu vejo aranhas tecerem lembranças
E, na parede, crescerem as sombras
A sua sombra, o seu afago
As suas mãos na escuridão
Pelas mãos frias dessa solidão
Me faço dois e feliz
E feliz
E feliz

Sábanas de Lino

El sudor escurre del cuerpo
Y se refugia en los pliegues
De las sábanas de lino
Que bailan en la noche las horas
Y las moscas se burlan de estar sola

Una parte de mí se asusta
Y del silencio surgen las voces del deseo
Susurro mis memorias
Traen historias en las que me sumerjo

Veo arañas tejiendo recuerdos
Y en la pared, creciendo las sombras
Su sombra, su caricia
Sus manos en la oscuridad
Por las manos frías de esta soledad
Me vuelvo dos

Veo arañas tejiendo recuerdos
Y en la pared, creciendo las sombras
Su sombra, su caricia
Sus manos en la oscuridad
Por las manos frías de esta soledad
Me vuelvo dos y feliz
Y feliz
Y feliz

Escrita por: Billy Blanco / Paulinho Mendonça