Lençóis de Linho
Escorre o suor do corpo
E vai se abrigar nas dobras
Dos lençóis de linho
Que dançam na noite as horas
E as moscas zombam de eu estar sozinha
Metade de mim se espanta
E do silêncio surgem as vozes do desejo
Sussurro minhas memórias
Trazendo histórias em que eu me despejo
Eu vejo aranhas tecerem lembranças
E, na parede, crescerem as sombras
A sua sombra, o seu afago
As suas mãos na escuridão
Pelas mãos frias dessa solidão
Me faço dois
Eu vejo aranhas tecerem lembranças
E, na parede, crescerem as sombras
A sua sombra, o seu afago
As suas mãos na escuridão
Pelas mãos frias dessa solidão
Me faço dois e feliz
E feliz
E feliz
Sábanas de Lino
El sudor escurre del cuerpo
Y se refugia en los pliegues
De las sábanas de lino
Que bailan en la noche las horas
Y las moscas se burlan de estar sola
Una parte de mí se asusta
Y del silencio surgen las voces del deseo
Susurro mis memorias
Traen historias en las que me sumerjo
Veo arañas tejiendo recuerdos
Y en la pared, creciendo las sombras
Su sombra, su caricia
Sus manos en la oscuridad
Por las manos frías de esta soledad
Me vuelvo dos
Veo arañas tejiendo recuerdos
Y en la pared, creciendo las sombras
Su sombra, su caricia
Sus manos en la oscuridad
Por las manos frías de esta soledad
Me vuelvo dos y feliz
Y feliz
Y feliz
Escrita por: Billy Blanco / Paulinho Mendonça