A sombra estica no teu passo torto
A mentira é um espelho quebrado no chão
Ahn
Você veste o silêncio como um cobertor
Mas o ar congela o som da tua negação
Ahn
O tempo é um peso que ninguém carrega e a
Verdade é uma visita que não se convida
Porque a rachadura sempre mostra o que esconde
E o que se cala grita no fim da linha
Não dá para fugir do que o espelho responde
A colheita é amarga quando o que planta é espinho
Agora o peso desaba sobre o que foi dito
Nada se mantém de pé no teu labirinto
O rastro frio que você deixou na estante
São livros abertos que ninguém mais lê
A fachada ruiu, o gesso é distante
E o que sobra agora é só você e o que fez, o que fez
O jogo acabou, a luz se acendeu e o vazio agora é o seu troféu
Porque a rachadura sempre mostra o que esconde
E o que se cala grita no fim da linha
Não dá para fugir do que o espelho responde
A colheita é amarga quando o que planta é espinho
Agora o peso desaba sobre o que foi dito
Nada se mantém de pé no teu labirinto
A rachadura, rachadura, o peso, o peso
A verdade, a verdade, sempre