Não peço nem a sombra de um favor
Nem migalhas caídas do seu coração
Cansei de contar passos em vão
Buscando um apoio na sua mão
Cada prece lançada ao vento é um fardo que não quero
Um cansaço sutil sobre a testa
Porque o afeto verdadeiro
Que retorna sem eu pedir
Um presente livre, um rastro deixado para trás
Não uma dívida num livro-razão
O que é forçado, perde a cor
Meu valor não precisa
De leiloeiro
Cláudio Fontenelle
Plantas crescem quando encontram os céus limpos
Não quando você implora por elas em meio ao veneno
Reciprocidade é o nome do fôlego
Não uma corda esticada num cabo de guerra
Se você fica, é porque o seu Sol brilha
Não por causa das minhas palavras silenciosas
Porque o afeto verdadeiro
Que retorna sem eu pedir
Um presente livre, um rastro deixado para trás
Não uma dívida num livro-razão
O que é forçado, perde a cor
Meu valor não precisa
De leiloeiro
Não precisa de leiloeiro
Eu não tenho preço
Eu sou livre