A poeira no rádio ainda guarda a nossa frequência
Junho de vinte e seis
Mas a alma não sente a ausência
O cheiro de terra molhada traz o seu nome de volta
Uma porta agora trancada, mas o coração se revolta
Eu tento esquecer, jogar fora a lembrança
Mas o primeiro amor é uma dívida que nunca cansa
Toda playlist nova tem um eco do que a gente foi
O agora é silêncio, mas o passado faz o seu corrói
Eu olhei pro céu e vi a data no horizonte
Vinte e seis de junho, o amor ainda é a fonte
Asfalto de Salvador parece o chão do interior
Não tem saída, eu sou refém desse seu calor
Você me fez pensar em você
Você me fez pensar em você
O tempo parou, mas a saudade zomba do meu calendário
O seu rosto apareceu
Você me fez pensar em você
O rastro do batom no copo de vidro
O rastro da sua voz no meu peito ferido
Não é saudade, é uma marca registrada
Não é um adeus, é uma estrada inacabada
Eu vi o mar de Salvador e lembrei do seu olho
No meio da multidão eu vi o seu melhor apetrecho
A gente não se fala, mas o silêncio grita alto
O seu primeiro amor ainda dita o meu asfalto
Cláudio Fontenelle, bate o tambor e o peito não aguenta
A saudade é a chama que a gente alimenta
Fogo, samba, sertanejo, é amor, é desejo, é o primeiro beijo
Vinte e seis de junho, o mundo vai girar
Eu olhei pro céu e vi a data no horizonte
Vinte e seis de junho, o amor ainda é a fonte
Asfalto de Salvador parece o chão do interior
Não tem saída, eu sou refém desse seu calor
Você me fez pensar em você
Você me fez pensar em você
O tempo parou, mas a saudade cresceu no meu calendário
O seu rosto apareceu
Você me fez pensar em você
Vinte e seis de junho
Sempre você
Você me fez pensar em você
Pois é
Primeiro amor não tem fim