João Saudade
No estilo da estampa um resto de pampa Farrapo nos trapos
Bombacha já rota melena revolta e um jeito de guapo
Chapéu deformado um lenço rasgado ainda bandeira
Guaiaca roída rimando com a vida do João da Fronteira
Por quê, oh João deixaste o galpão
E a lida campeira pra ser na cidade
Mais um João-saudade, sem eira, nem beira
Seu moço, o senhor não sabe a saudade de um campeiro
Que se extraviou na cidade grande na lida de papeleiro
Eu ando marcado de cincha nessa carrocha que eu pucho
Usando uns restos de pilchas do que sobrou de um gaúcho
O João da favela que a vida atrela a um carro de mão
É João-lá-de-fora, repontando agora papel, papelão
E assim, quem diria, que a sorte um dia lhe desse este pealo
O João já nem sente que ontem ginete é hoje o cavalo
João Saudade
En el estilo de la impresión un resto de pampa Farrapo en los trapos
Bombacha ya ruta melena revuelta y un camino guapo
Sombrero deformado una bufanda rota todavía bandera
Guaiaca roída rimando con la vida de João da Fronteira
John, dejaste el cobertizo
Y el mejor campeón en estar en la ciudad
Otra João Nostalgia, sin trilla, sin borde
Joven, no conoces el anhelo de un campeón
¿Quién se desvió en la gran ciudad en el papel de papel
Camino marcado cincha en este vagón que pucho
Usando los restos de pilchas de lo que queda de un gaucho
El João de la favela que la vida se atela a un carro de mano
Soy John Outside, repondiendo papel, cartón
Y así, quién sabía, esa suerte algún día te daría esta pealo
John ni siquiera siente que ayer jinete es el caballo hoy
Escrita por: Pedro Neves / Vaine Darde