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Querô

Coice de Mula

Querô

Cagado, filho de puta com pai desconhecido
Aprendi a se virar na porra desta vida
A putana da minha mãe enche a cara de querosene
E bate as botas, se mandando pro além
Crescendo e tomando porrada da madrasta
Violeta, cafetina, gorda, fedorenta
Nunca foi mesmo com a minha cara
Devia ter matado esta porca nojenta
A vida na rua foi foda pra caraio
E por isso fui para na porra da prisão
Filhos da puta arronbaram meu rabo
Mas ainda pego eles com um três oitão
Querô, Querô, Querô
A vida sempre foi uma merda das grandes
Agora apaguei dois tiras que folgaram
Também estou ferido e não tenho mais futuro
Daqui a pouco vem os homi e me fuzilam
Gina diz pro Pai Bilu que não adianta rezar
Eu já estou mais prá lá do que pra cá
A minha perna não parece mais estar lá
Os homens entram e começam a atirar
Porra agora eu tô morto, estendido na cama
Grito de vitória dos cuzões dos soldados
Este sangue que agora corre pelo chão
Ainda é capaz de gritar na solidão
Querô, Querô, Querô

Querô

Maldito, hijo de puta con padre desconocido
Aprendí a arreglármelas en esta mierda de vida
Mi maldita madre se emborracha con queroseno
Y se va, mandándose al más allá
Creciendo y recibiendo golpes de mi madrastra
Violeta, proxeneta, gorda, apestosa
Nunca le cayó bien mi cara
Debería haber matado a esta cerda repugnante
La vida en la calle fue jodida como la mierda
Y por eso terminé en la maldita cárcel
Hijos de puta me rompieron el culo
Pero aún los atraparé con un treinta y ocho
Querô, Querô, Querô
La vida siempre ha sido una mierda de las grandes
Ahora apagué a dos polis que se pasaron de listos
También estoy herido y no tengo futuro
Pronto vendrán los tipos y me fusilarán
Gina dile al Padre Bilu que rezar no sirve de nada
Ya estoy más allá que acá
Mi pierna parece que ya no está
Los hombres entran y comienzan a disparar
Mierda, ahora estoy muerto, tendido en la cama
Grito de victoria de los cabrones de los soldados
Esta sangre que ahora corre por el suelo
Todavía puede gritar en la soledad
Querô, Querô, Querô

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