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Expreso

Cômodo Marfim

Expresso

Será que nunca existiu inteligência sem loucura
E a doença sem a cura pra você
Quem vê a luz que já ofusca tua visão
Que sempre busca sem noção por esse trem que ninguém vê

Diga o inverso do contrário de um passado tão distante
Que você nunca viveu
E eu te explico minha obsessão
De olhar pra esse céu sempre a procura de um algo que é meu

Diga luz que eu digo trevas, diga céu que eu digo chão
E a razão diz que ainda amo você
Nesse próximo minuto eterno, deixe acontecer
E pense e chore pelo que nunca será
Mas não vá se arrepender

Se Deus é americano Alá é Afegão
Não há motivo para o diabo intervir na discussão
Já não se importa mais em semear o mal
E ganha a vida estrelando o horário eleitoral

Dizer que a culpa é desse mundo surreal
Onde Freud explica tudo via rede nacional
Não diga nunca! As vezes sim, ou simplesmente
O que nunca acaba, um dia acaba. Um dia acaba sempre!

Diga luz que eu digo trevas, diga céu que eu digo chão
E a razão diz que ainda amo você
Nesse próximo minuto eterno, deixe acontecer
E pense e chore pelo que nunca será
Mas não vá se arrepender

Expreso

Será que nunca existió inteligencia sin locura
Y la enfermedad sin cura para ti
Quien ve la luz que ya deslumbra tu visión
Que siempre busca sin sentido por este tren que nadie ve

Di lo contrario de un pasado tan lejano
Que nunca viviste
Y yo te explico mi obsesión
De mirar hacia ese cielo siempre en busca de algo que es mío

Di luz y yo digo oscuridad, di cielo y yo digo suelo
Y la razón dice que aún te amo
En este próximo minuto eterno, deja que suceda
Y piensa y llora por lo que nunca será
Pero no te arrepientas

Si Dios es americano, Alá es afgano
No hay motivo para que el diablo intervenga en la discusión
Ya no le importa sembrar el mal
Y gana la vida protagonizando el horario electoral

Decir que la culpa es de este mundo surrealista
Donde Freud lo explica todo por televisión
¡Nunca digas nunca! A veces sí, o simplemente
Lo que nunca termina, un día termina. ¡Siempre termina!

Di luz y yo digo oscuridad, di cielo y yo digo suelo
Y la razón dice que aún te amo
En este próximo minuto eterno, deja que suceda
Y piensa y llora por lo que nunca será
Pero no te arrepientas

Escrita por: Alberto Dias / Filipe Lisboa