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Colapso

Conflito

Colapso

Me pego pensando se sou quem eu sou
Se faço o que eu queria fazer
Pra onde vou, o que de mim restou
Ou tudo que eu devo esquecer

Compre, use, tenha
Tudo está em promoção
Chore, aceite, seja
Viva sua vida em vão

Quanto mais você se fode mais nobre é a sua arte
Quem nunca sangrou nunca viveu de verdade

A propaganda em demasia
Mostra a podridão do mundo escorrendo pela pia
Todo mundo quer o seu lugar no céu
Liberdade não se vende pra quem tá no aluguel

Pense, repense, refaça
É necessário uma reação
Caia, levante, reaja
Não aceite viver em vão

Quanto mais você se fode mais nobre é a sua arte
Quem nunca sangrou nunca viveu de verdade

O masoquismo é um prêmio em nossa sociedade
Uma parcela de dor pela sua integridade
Pois quanto mais você se fode mais nobre é a sua arte
Quem nunca sangrou nunca viveu de verdade

Colapso

Me golpeo pensando si soy quien soy
Si hago lo que quería hacer
A dónde voy, qué de mí quedó
O todo lo que debo olvidar

Compra, usa, ten
Todo está en promoción
Llora, acepta, sé
Vive tu vida en vano

Cuanto más te jodes, más noble es tu arte
Quien nunca sangró nunca vivió de verdad

La publicidad en exceso
Muestra la podredumbre del mundo escurriendo por el desagüe
Todos quieren su lugar en el cielo
La libertad no se vende para quien está en el alquiler

Piensa, replantea, rehaz
Es necesaria una reacción
Caer, levantarse, reaccionar
No aceptes vivir en vano

Cuanto más te jodes, más noble es tu arte
Quien nunca sangró nunca vivió de verdad

El masoquismo es un premio en nuestra sociedad
Una parte de dolor por tu integridad
Porque cuanto más te jodes, más noble es tu arte
Quien nunca sangró nunca vivió de verdad

Escrita por: Adriano Padilha