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Rajada

Consciência Humana

Rajada

Quinta-feira, eram 3 horas da matina;
Onde os sons da noite reinavam e a neblina era rainha;
Andando por quebrada falando de fatos fudidos;
E de longe escutamos a seqüência de tiros;
Paramos, entramos num boteco que tinha naquela rua;
Noite sombria pra completar escura;
Aquela rajada não saia da minha mente;
O medo dominava o destino de todos que estavam presentes;
De fatos como este abordado por mim agora;
Rajada, fudeu, chegou a hora;
Justiceiros ou policiais só podia ser;
A morte está por perto, vai ser a hora de correr;
O dono do bar pede para nos retirar;
E disse pra gente "aí dá licensa que eu vou fechar";
Saímos do bote com Deus no pensamento;
Vamos fazer outro caminho, vamos cortar por dentro;
Do rolê que fazíamos vindos de uma palestra;
Caralho, quinta-feira a verdadeira merda;
Um carro vem de longe em alta velocidade;
Será que foram esses tipos que deram aquela rajada?
Não sei, continuamos os caminhos ariscos;
Com medo de ter o tipo desses indícios;
Continuamos e os faladores saem todos de suas casa;
E o falatório começa o tema é emboscada;
São Mateus bairro perigoso da zona leste;
Tem que saber entrar e sair senão já era.

(2x) Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ;
Cuidado que essa bala pode te matar.

Curiosos descem o morro para ver a parada;
3 pretos com os corpos perfurados de bala;
A violência desse fato é publicada em jornais;
Sem prova acusados de marginais;
Os capitães-do-mato andam por toda São Paulo;
E não importa se é leste, oeste, norte, sul, BUM, caralho;
E o medo dominava e todos calados;
Amigos chorando e a mãe de um deles gritava;
"Mataram meu filho", minha revolta crescia;
Pois esses são atos que destroem famílias;
O povo é massacrado por esses filhos da puta;
Justiceiros, policiais, de quem é a culpa?
Da formação que ilude esses otários;
E fazendo com que sigam os caminhos traçados;
De sangue, de morte em nossos bairros;
E na geral se vacilar um abraço;
A calada da noite é aliada da maldade;
Se tromba a polícia será que da morte escapa?
Se for playboy passa batido;
Mas se for favelado você ta fudido;
É como diz De Menos Crime em suas idéias;
A polícia na rua faz o seu próprio sistema.

(2x) Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ;
Cuidado que essa bala pode te matar.

Na favela atitudes como essa são abordadas;
Devendo ou não devendo caímos nessa cilada;
Precariamente mano sem modo de nos defender;
Ás vezes vivo por milagre, é realidade, temos que ver;
Em nossos bairros muitos morrem por semana;
50 % é pela polícia e ninguém se engana;
Acerto de contas, pedágio pra eles não pago;
Que medo, agora vão guiar nossos passos;
RA-TA-TA-TÁ mais um corpo em São Mateus é encontrado;
Mistério no campo e todos ficam calados;
RA-TA-TA-TÁ é hora de nos defender;
A comunidade da favela nunca vai morrer;
RA-TA-TA-TÁ nos informar e nos unir;
Lutar pra não morrermos assim é;
RA-TA-TA-TÁ pra que ficarmos calados;
Cai 1, cai 2 e na frente outros 4.

(4x) Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ;
Cuidado que essa bala pode te matar.

Rajada

Era jueves, eran las 3 de la mañana;
Donde los sonidos de la noche reinaban y la neblina era reina;
Caminando por la zona hablando de hechos jodidos;
Y de lejos escuchamos la secuencia de disparos;
Paramos, entramos en un bar que estaba en esa calle;
Noche sombría para completar oscura;
Esa ráfaga no salía de mi mente;
El miedo dominaba el destino de todos los presentes;
De hechos como este abordado por mí ahora;
Rajada, jodido, llegó la hora;
Justicieros o policías solo podía ser;
La muerte está cerca, será hora de correr;
El dueño del bar nos pide que nos retiremos;
Y nos dijo 'ahí, déjenme cerrar';
Salimos del bar con Dios en mente;
Vamos a tomar otro camino, vamos a cortar por dentro;
Del paseo que hacíamos después de una charla;
Mierda, jueves, la verdadera mierda;
Un auto viene de lejos a alta velocidad;
¿Serán esos tipos los que dieron esa ráfaga?
No sé, seguimos los caminos peligrosos;
Con miedo de tener ese tipo de indicios;
Seguimos y los chismosos salen de sus casas;
Y el chisme comienza, el tema es emboscada;
São Mateus, barrio peligroso de la zona este;
Hay que saber entrar y salir, si no, ya era.

(2x) Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ;
Cuidado, esa bala te puede matar.

Curiosos bajan del cerro para ver la situación;
3 negros con los cuerpos perforados por balas;
La violencia de este hecho es publicada en periódicos;
Sin pruebas acusados de marginales;
Los capataces andan por todo São Paulo;
Y no importa si es este, oeste, norte, sur, BUM, mierda;
Y el miedo dominaba y todos callados;
Amigos llorando y la madre de uno de ellos gritaba;
'Mataron a mi hijo', mi revuelta crecía;
Porque estos son actos que destruyen familias;
El pueblo es masacrado por estos hijos de puta;
Justicieros, policías, ¿de quién es la culpa?
De la formación que engaña a estos idiotas;
Y los hace seguir los caminos trazados;
De sangre, de muerte en nuestros barrios;
Y en general, si te descuidas, un abrazo;
La calma de la noche es aliada de la maldad;
Si te topas con la policía, ¿escapas de la muerte?
Si eres un niño rico, pasas desapercibido;
Pero si eres de la favela, estás jodido;
Es como dice De Menos Crime en sus ideas;
La policía en la calle hace su propio sistema.

(2x) Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ;
Cuidado, esa bala te puede matar.

En la favela se abordan actitudes como esta;
Debiendo o no debiendo, caemos en esta trampa;
Precariamente, hermano, sin forma de defendernos;
A veces vivo por milagro, es la realidad, tenemos que ver;
En nuestros barrios muchos mueren por semana;
El 50% es por la policía y nadie se engaña;
Ajuste de cuentas, peaje que no pagamos;
Qué miedo, ahora van a guiar nuestros pasos;
RA-TA-TA-TÁ otro cuerpo encontrado en São Mateus;
Misterio en el campo y todos callan;
RA-TA-TA-TÁ es hora de defendernos;
La comunidad de la favela nunca morirá;
RA-TA-TA-TÁ informarnos y unirnos;
Luchar para no morir así es;
RA-TA-TA-TÁ para qué quedarnos callados;
Cae 1, caen 2 y adelante otros 4.

(4x) Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ;
Cuidado, esa bala te puede matar.

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