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Ritmo

Consuelo de Paula

Andamento

Eu vou, eu vou remando contra a maré
Eu vou, eu vou remando contra a maré
Vou seguindo o meu caminho
Navegando vou sozinha
Chorei quando a noite mostrou as estrelas
Era tanta beleza que eu fiz essa seresta
Com a voz que me resta
Com a luz do caminho
Com força e espanto
Com dor e encanto

O uivo perdido no meio da floresta
Passados mil anos virou esse canto
Um grito que a noite me empresta
Um fado cigano
Um índio, um banto
Na voz que me resta
Que por uma fresta
Vazou nesse canto
Odoyá, odoyá, odoyá, odoyá

Ritmo

Voy, voy remando contra la corriente
Voy, voy remando contra la corriente
Sigo mi camino
Navegando voy sola
Lloré cuando la noche mostró las estrellas
Era tanta belleza que hice esta serenata
Con la voz que me queda
Con la luz del camino
Con fuerza y asombro
Con dolor y encanto

El aullido perdido en medio de la selva
Pasados mil años se convirtió en este canto
Un grito que la noche me presta
Un fado gitano
Un indígena, un banto
En la voz que me queda
Que por una rendija
Salió en este canto
Odoyá, odoyá, odoyá, odoyá

Escrita por: Consuelo De Paula