Autonomia
Pelas margens alguns delírios insistem
Em cuspir nos tabus que os reprimem
E fazem valer a pena a vertigem
De agir por meios que não existem
Neste mundo desigual nem todo mundo pensa igual
Eu não quero ser igual. Eu não vou fazer igual
Com quem não se rende ando pela madrugada
Pra você que não entende estou fazendo a coisa errada
Ao pixar estes muros de fuzilamento
Ao buscar um futuro sem sofrimento
Não peça mais satisfações, só tenho insatisfações
Entre poucas opções e outras opiniões
E então diante certas incertezas
Vão surgindo dúvidas de alta tensão
Só me sinto seguro invisível
Pra trocar este maldito fusível
Eu só quero dizer o que eu não quero escutar
O silêncio de quem não se importa
Suas mentiras me fazem vomitar
A inocência quando ela está morta
Em meio à sujeira aos porcos
Você é o que você tem
Mas pra mim tudo é para todos
Pra mim nada é de ninguém
Autonomia!
Autonomía
Por las orillas algunos delirios persisten
Escupiendo en los tabúes que los reprimen
Y haciendo que valga la pena la vértigo
De actuar por medios que no existen
En este mundo desigual no todos piensan igual
No quiero ser igual. No voy a actuar igual
Con quienes no se rinden camino por la madrugada
Para aquellos que no entienden, estoy haciendo lo incorrecto
Al graffitear estos muros de fusilamiento
Al buscar un futuro sin sufrimiento
No pidas más explicaciones, solo tengo insatisfacciones
Entre pocas opciones y otras opiniones
Y entonces frente a ciertas incertidumbres
Surgen dudas de alta tensión
Solo me siento seguro siendo invisible
Para cambiar este maldito fusible
Solo quiero decir lo que no quiero escuchar
El silencio de quienes no les importa
Tus mentiras me hacen vomitar
La inocencia cuando está muerta
En medio de la suciedad, entre los cerdos
Eres lo que tienes
Pero para mí todo es para todos
Para mí nada es de nadie
¡Autonomía!
Escrita por: Don Flavitto