Dádiva, ressublimação
A poeira do caos gesta mais um descartável
Memórias de um tempo que existiu na ilusão
Que a realidade esmaga de forma cruel
Não existe justiça, não existe outra forma
Delimitado espaço, predeterminado
Rola no próprio mijo e sorri pra si mesmo
Mais uma falha
Mais uma tentação
Nunca teve escolha, ou direção
Um amor que agora queima sozinho
Dá a luz ao vazio que nunca soube saber
Um ciclo que evolui pra servir aos porcos
Mestres famintos de sangue, de carne
De vontade, da vida
Uma infância infeliz de abusos
Onde o errado é a regra pra subjugar
Os fracos juntam suas forças e atacam
Sonho lúcido de submissão
Humanos sem humanidade
Determinam as regras de um jogo
Onde a derrota te aguarda
A inocência, metamorfose
Abre suas asas
O monstro
Ele vive!
E ele busca um sentido, uma luz
Come a terra infértil que o cerca
Rói os ossos de carcaças que antes estavam aqui
Testemunhando o próprio funeral
Se nunca tivemos chance
Porque somos ensinados a perseverar?
Selecionados de forma artificial
Escolhidos da natureza a se escravizar