395px

Nostalgia

Craveiro e Cravinho

Saudade

Quando o Sol vai descambando
Aos poucos sumindo vai
Pra aquelas pontas de serras
Deixando raios pra trás

Canta triste os passarinhos
Na copa dos coqueirais
Me vem a recordação ai, ai
De quem já não vejo mais

Eu recordo com saudade
Entre suspiros e ais
A dor que meu peito sente
Suspirar não satisfaz

O vento passa cantando
À tarde nos roseirais
Vai chorando de saudade ai, ai
Da rosa que não vi mais

E a noite vem chegando
Logo após a Lua sai
As estrelas pequeninas
São os primeiros sinais

Brilha no céu azulado
As estrelas divinais
As estrelas brilham tanto ai, ai
Os seus olhos muito mais

Amanhã eu vou embora
Pro lado que a Lua vai
Adeus casinha da serra
Lagoa dos ananais

Me fizeram ingratidão
É coisa que não se faz
Adeus cabocla faceira ai, ai
Que nóis dois não se vê mais

Nostalgia

Cuando el Sol se va deslizando
Poco a poco desapareciendo va
Hacia esas puntas de sierras
Dejando rayos atrás

Cantan tristes los pajaritos
En la copa de las palmeras
Me viene el recuerdo ay, ay
De quien ya no veo más

Recuerdo con nostalgia
Entre suspiros y ay
El dolor que siente mi pecho
Suspirar no satisface

El viento pasa cantando
Por la tarde en los rosales
Va llorando de nostalgia ay, ay
Por la rosa que no vi más

Y la noche va llegando
Pronto después sale la Luna
Las estrellas diminutas
Son las primeras señales

Brilla en el cielo azulado
Las estrellas divinas
Las estrellas brillan tanto ay, ay
Tus ojos mucho más

Mañana me iré
Hacia donde va la Luna
Adiós casita de la sierra
Laguna de los ananás

Me hicieron desaire
Es algo que no se hace
Adiós mestiza coqueta ay, ay
Que nosotros dos no nos vemos más

Escrita por: Zé Carreiro