Carta a um poeta
Lá se foi a primavera aqui no sul
Bom dia meu amigo como vais
Este chasquito que te escrevo tem desejos
De poejos e ai cantar os banhadais
Só te peço não repares no papel
Que estas manchas são orvalhos da manhã
É que a cuia dos meus mates se emociona
E até briga com a cambona se eu pensa no Camaquã
Meu poeta agora eu sinto o que é saudade
E a verdade da distância agora eu sei
Mas bem pior do que não ter água pro mate
É ter um mate não sevar para ninguém
Manda notícias ai da serra do sudeste
Dos casarões da capital onde eu cresci
Conta da bica e dos segredos das taperas
Que é pra dor dessa distância aliviar dentro de mim
Manda notícias ai da serra do sudeste
Dos casarões da capital onde eu cresci
E se bandiares pra esses lados me visita
Pois não cabe numa folha todo o meu Piratini
Carta a un poeta
Ahí va la primavera aquí en el sur
Buenos días, amigo mío. ¿Cómo estás?
Este chasquito que le escribo tiene deseos
De pennyes y ay cantan los baños
Sólo te pido que no mires el periódico
Que estas manchas son rocío matutino
Es sólo que el cuidado de mis amigos está emocionado
E incluso luchar con el camaquã si pienso en Camaquã
Mi poeta ahora siento que lo que echo de menos es
Y la verdad de la distancia ahora sé
Pero mucho peor que no tener agua mate
Es tener un compañero no sevar para nadie
Enviar noticias de la cordillera sureste
De las grandes casas de la capital donde crecí
Cuenta de pico y secretos de taperas
Que es para el dolor de esta distancia para aliviar dentro de mí
Enviar noticias de la cordillera sureste
De las grandes casas de la capital donde crecí
Y si eres un bandido así, visítame
Porque no puedes caber todos mis Piratini en una sábana
Escrita por: Alessandro Ferreira