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Perversa

Cristina Buarque

Perversa

Sempre o teu rosto
Nos meus espelhos,
Teus cães de caça
Nos meus joelhos
E um perfume
Que me mata de ciúme.

Sacerdotisa atormentada
Por ficar ao teu lado
Eu estou possuído
Eu estou condenado.

Mulher perversa,
Não interessa
Que eu enlouqueça nos teus pés
Entre as pulseiras e os anéis.

Meu doce vício,
Meu suicídio.

Martírio e idílio em cada vez
Lua da minha insensatez
Vinho da minha embriaguez.

Perversa

Siempre tu rostro
En mis espejos,
Tus perros de caza
En mis rodillas
Y un perfume
Que me mata de celos.

Sacerdotisa atormentada
Por quedarme a tu lado
Estoy poseído
Estoy condenado.

Mujer perversa,
No importa
Que enloquezca a tus pies
Entre las pulseras y los anillos.

Mi dulce vicio,
Mi suicidio.

Martirio e idilio en cada vez
Luna de mi insensatez
Vino de mi embriaguez.

Escrita por: Aldir Blanc / João Bosco