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Vida Conturbada

Cruz Credo

Vida Conturbada

Os dias passam muito devagar
Do lado de uma mulher que nunca pude amar
Eu pego meu casaco e saio por aí
Procurando alguma coisa que eu nunca vi

Eu subo a colina pra me distrair
Meu espírito e meu coração só pensam em sumir
E eu deixo a vida conturbada lá embaixo
Fecho os meus olhos e abro os meus braços

Encosto em uma árvore, fumo e viajo
E os sons da natureza me deixam emocionado
Eu vejo os pássaros voarem sem cair
Como eu queria que essa vida fosse assim

E quando o vento sopra o meu cabelo
O céu abraçado com o sol tá vermelho
Sentado e divagando com cara de bobo,
Eu descubro o sentido da vida e esqueço de novo

Eu acordo chateado e abandonado, não tem nada pra fazer
Então lá pro meio-dia eu fico puto e começo a beber
E eu encho a cara, não quero nem saber
Minha vida é só minha e eu vivo como bem entender

Faz três dias que eu tô apaixonado mas ela não quer me ver
Eu acendo um cigarro, faço um brinde e continuo a beber
E quem não entende pode se fuder
Minha vida é só minha e eu vivo como bem entender

Vida Conturbada

Los días pasan muy lentamente
Al lado de una mujer que nunca pude amar
Me pongo mi abrigo y salgo por ahí
Buscando algo que nunca vi

Subo la colina para distraerme
Mi espíritu y mi corazón solo quieren desaparecer
Y dejo la vida turbulenta abajo
Cierro mis ojos y abro mis brazos

Me apoyo en un árbol, fumo y viajo
Y los sonidos de la naturaleza me emocionan
Veo a los pájaros volar sin caer
Cómo desearía que la vida fuera así

Y cuando el viento sopla mi cabello
El cielo abrazado con el sol está rojo
Sentado y divagando con cara de tonto
Descubro el sentido de la vida y lo olvido de nuevo

Despierto molesto y abandonado, no hay nada que hacer
Así que al mediodía me enojo y empiezo a beber
Y me emborracho, no me importa nada
Mi vida es solo mía y la vivo como quiero

Hace tres días que estoy enamorado pero ella no quiere verme
Enciendo un cigarrillo, brindo y sigo bebiendo
Y a quien no entienda que se joda
Mi vida es solo mía y la vivo como quiero

Escrita por: Cruz Credo