Torto
Eu procurei paz em qualquer lugar
Abri as cortinas da alma
Pra deixar a luz entrar
Mas ela não entrou, era uma parede sólida
Encontrei teu porto, tentei aportar
Mas barco sem rumo
Nunca tem onde chegar
O meu até furou, meus braços cansaram de remar
Eu sempre amei de um jeito torto
Com versos que se negam a rimar
O meu cupido é preguiçoso
Me acerta e sempre para pra descansar
O vazio da minha alma
Não é abrigo pra ninguém
Mas como poderia ser?
Tô procurando abrigo de mim mesmo
Tô procurando me perder
Minha falsa calma
Não te enganou, eu sei
Não há nada a fazer
Entorta essas linhas retas
Que me prendem a quem eu nunca quis ser
Eu sempre amei de um jeito torto
Com versos que se negam a rimar
O meu cupido é preguiçoso
Me acerta e sempre para pra descansar
Torcido
Busqué paz en cualquier lugar
Abrí las cortinas del alma
Para dejar entrar la luz
Pero no entró, era una pared sólida
Encontré tu puerto, intenté atracar
Pero un barco sin rumbo
Nunca tiene a dónde llegar
El mío hasta se pinchó, mis brazos se cansaron de remar
Siempre amé de una manera torcida
Con versos que se niegan a rimar
Mi cupido es perezoso
Me alcanza y siempre se detiene a descansar
El vacío de mi alma
No es refugio para nadie
Pero ¿cómo podría ser?
Estoy buscando refugio de mí mismo
Estoy buscando perderme
Mi falsa calma
No te engañó, lo sé
No hay nada que hacer
Tuerce esas líneas rectas
Que me atan a quien nunca quise ser
Siempre amé de una manera torcida
Con versos que se niegan a rimar
Mi cupido es perezoso
Me alcanza y siempre se detiene a descansar
Escrita por: Gustavo Rosa / Vinícius Bomfim