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Miss y Mister Mozambique (parte. Azagaia, Bhaka y Xixel)

Dama do Bling

Miss e Mister Moçambique (part. Azagaia, Bhaka e Xixel)

Ela, ela passa na passarela
Olhos param para ver passar ela
Ela, sempre a procura de algo que a deixe mais bela
Mas a triste novela e, claro, menos ela
Fui de penteados afro a extensões para cabelo
A negra que não é branca mas adora parece-lo
Horas no cabeleireiro manequim a tempo inteiro
Miss Moçambique de Janeiro à Janeiro
Novas pomadas para clarear a pele
Combina com as extensões e as unhas de gel
Seu cheiro natural agora é o perfume Chanel
E anda de havaianas, não, não anda de chinelo
E por que a capulana se a jeans é americana?
Miss Moçambique é tudo menos moçambicana
Não é a Júlia Mwito é mais a Rihanna
Conhece mais palavras em inglês do que conhece em changana
E lá vai ela, bela, espelho da novela
Quando o andar da Beyoncé e cabelos da Cinderella
Ela é mãe, ela é filha, ela é Miss maravilha
E acredita que só com a maquiagem é que ela brilha
Gaba-se do cabelo que deixa mulheres carecas na Índia
Não importa se essa beleza é negócio da media
Miss Moçambique a procura do mister encantado
Que passa pelas ruas num carro importado

Tua cara é linda mas tu, não és, não és
Teu corpo pode até mentir, mas os teus gestos não
Tua cara é linda mas tu, não és, não és
Teu corpo pode até mentir, mas os teus gestos não

Aham, ele passa no seu carro, tá de vidros fumados
Se espaneia todo porque tem um carro importado
Tudo nele é importado, da cabeça aos pés
Do sapato que ele usa até o cheiro que ele tem
Se tem dinheiro, pensa que daí vem beleza
São notas de mil conquistar uma donzela
A triste realidade é que é dinheiro da mesada
Vive na casa da mãe, não sai de lá por nada
Pra satisfazer caprichos namora com uma cota
Diz que adora mulher velha, ele se quer a mola
Me leva para jantar, sou a dama dos seus sonhos
Na terceira garrafa o showfista vira porco
Já não está no restaurante, o cenário é de barraca
Do garfo come com mão, do guardanapo pra toalha
Já na diz por favor, servente camarada
De cachorro pedigree à cão vira-lata

Teu carro é lindo mas tu, não és
Teu bolso pode até mentir, mas os teus gestos não
Teu carro é lindo mas tu, não és
Teu bolso pode até mentir, mas os teus gestos não

Linda mas tu não és
E pode até mentir
Linda mas tu
E pode até mentir

Miss y Mister Mozambique (parte. Azagaia, Bhaka y Xixel)

Ella, ella desfila en la pasarela
Los ojos se detienen para verla pasar
Ella, siempre en busca de algo que la haga más bella
Pero la triste novela y, por supuesto, menos ella
De peinados afro a extensiones para el cabello fui
La negra que no es blanca pero le encanta parecerlo
Horas en la peluquería, maniquí a tiempo completo
Miss Mozambique de enero a enero
Nuevas cremas para aclarar la piel
Combinan con las extensiones y las uñas de gel
Su olor natural ahora es el perfume Chanel
Y usa havaianas, no, no usa chinelas
¿Y por qué la capulana si los jeans son americanos?
Miss Mozambique es todo menos mozambiqueña
No es Julia Mwito, es más bien Rihanna
Conoce más palabras en inglés que en changana
Y allá va ella, bella, espejo de la novela
Con el caminar de Beyoncé y el cabello de Cenicienta
Ella es madre, ella es hija, ella es Miss maravilla
Y cree que solo con el maquillaje es que brilla
Presume de su cabello que deja calvas a las mujeres en la India
No importa si esa belleza es negocio de los medios
Miss Mozambique en busca del mister encantado
Que pasea por las calles en un carro importado

Tu cara es hermosa pero tú, no eres, no eres
Tu cuerpo puede mentir, pero tus gestos no
Tu cara es hermosa pero tú, no eres, no eres
Tu cuerpo puede mentir, pero tus gestos no

Él pasa en su carro, con los vidrios polarizados
Se pavonea todo porque tiene un carro importado
Todo en él es importado, de la cabeza a los pies
Desde los zapatos que usa hasta el olor que tiene
Si tiene dinero, piensa que de ahí viene la belleza
Son billetes de mil para conquistar a una doncella
La triste realidad es que es dinero de la mesada
Vive en casa de mamá, no sale de ahí por nada
Para satisfacer caprichos sale con una mujer mayor
Dice que adora a las mujeres mayores, él es la primavera
Me lleva a cenar, soy la dama de sus sueños
En la tercera botella el caballero se convierte en cerdo
Ya no está en el restaurante, el escenario es una choza
Come con la mano del tenedor, del servilleta a la toalla
Ya no dice por favor, sirviente camarada
De perro de raza a perro callejero

Tu carro es hermoso pero tú, no eres
Tu bolsillo puede mentir, pero tus gestos no
Tu carro es hermoso pero tú, no eres
Tu bolsillo puede mentir, pero tus gestos no

Hermosa pero tú no eres
Y puede mentir
Hermosa pero tú
Y puede mentir

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