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Y Nace Raimundo Lengua Seca

Daniel Abreu

E Nasce Raimundo Língua-seca

"Nasço neste poente paludo,
Neste ocidente sem bulbo,
Borbulhado,
Nem vê sem por quê!
Sol na mulera deixa punho de catarro,
Pois desde de girino eu era viciado
Em cigarro.

Sei que às vezes pareço azarado
Mas minha vida será construída com arado.
Nas panelas o fruto do cajado.
Eu serei matador de ovelha!

Mais conhecido: Raimundo Língua-seca..."

G D C D
Quando nasci, a saliva secou,
G D C D
Grudou leite e resto de mingau.
G D C D
Mamãe marcou consulta com o Doutor,
G D C D
Que constatou que era imoral
G D C D
A pereba que eu tenho na língua...
G D C D
Doutor avisou que era quase mortal,
G D C D
Espalha doença e catinga.
G D C D
E isso só dá em animal!

A G
Ah, Dona Zuleide!
D A
Eu quero uma língua nova.
A G
Pode ser do vô Jacinto
D A
Ou do titio Botelho Pinto.

Y Nace Raimundo Lengua Seca

Nací en este pantano poniente,
En este occidente sin bulbo,
Burbujeante,
¡Ni veo por qué!
El sol en la mollera deja puños de moco,
Pues desde renacuajo era adicto
Al cigarro.

Sé que a veces parezco desafortunado,
Pero mi vida será forjada con arado.
En las ollas el fruto del cayado.
¡Seré matador de ovejas!

Más conocido como: Raimundo Lengua Seca...```

G D C D
Cuando nací, se secó la saliva,
G D C D
Se pegó leche y restos de papilla.
G D C D
Mamá concertó una cita con el Doctor,
G D C D
Quien constató que era inmoral
G D C D
La llaga que tengo en la lengua...
G D C D
El Doctor advirtió que era casi mortal,
G D C D
Esparce enfermedad y hediondez.
G D C D
¡Y eso solo ocurre en animal!

A G
¡Ah, Doña Zuleide!
D A
Quiero una lengua nueva.
A G
Puede ser del abuelo Jacinto
D A
O del tío Botelho Pinto.

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