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Polvo (part. Duo Glacial)

Daniel

Poeira (part. Duo Glacial)

Um carro de boi lá vai
Gemendo lá no estradão
Suas grandes rodas fazendo
Profundas marcas no chão

Vai levantando poeira
Poeira vermelha
Poeira, poeira do sertão

Olha, seu moço, a boiada
Em busca do ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando
Cabeças em confusão

Vai levantando poeira
Poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão

Olha só o boiadeiro
Montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada
Com seu berrante na mão

Seu rosto é só poeira
Poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão

Barulho de trovoada
Coriscos em profusão
A chuva caindo em cascata
Na terra fofa do chão

Virando em lama a poeira
Poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão

Poeira entra em meus olhos
Não fico zangado, não
Pois sei que, quando eu morrer
Meu corpo irá para o chão

Se transformar em poeira
Poeira vermelha
Poeira, poeira do meu sertão

Poeira do meu sertão, poeira
Poeira do meu sertão, poeira

Polvo (part. Duo Glacial)

Un carro de bueyes ya va
Gimiendo por el camino
Sus grandes ruedas dejando
Marcas profundas en el suelo

Va levantando polvo
Polvo rojo
Polvo, polvo de mi tierra

Mira, señor, el ganado
Buscando el arroyo
Va mugiendo y rumiante
Cabezas en confusión

Va levantando polvo
Polvo rojo
Polvo, polvo de mi tierra

Mira al vaquero
Montado en su caballo
Conduciendo todo el ganado
Con su cuerno en la mano

Su rostro es solo polvo
Polvo rojo
Polvo, polvo de mi tierra

Ruido de tormenta
Rayos en profusión
La lluvia cayendo en cascada
En la tierra blanda del suelo

Convirtiendo en barro el polvo
Polvo rojo
Polvo, polvo de mi tierra

El polvo entra en mis ojos
No me enojo, no
Porque sé que, cuando muera
Mi cuerpo irá al suelo

Se transformará en polvo
Polvo rojo
Polvo, polvo de mi tierra

Polvo de mi tierra, polvo
Polvo de mi tierra, polvo

Escrita por: Luis Bonan / Serafim Colombo Gomes