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Toda Una Vida Para Nada

Decadência

Toda Uma Vida Pra Nada

Mais outro dia começa
Igual a todos que já se passaram
Vendo o sol nascer
Pela janela de um onibus lotado

Lutando pra enriquecer
Alguem que não é você
Sorrindo em monotonia
Julgando na hipocrisia

Toda uma vida pra nada
Existindo em conivência
Abrindo mão da vivência
Mentalizando seu padrão de decência

Toda uma vida pra nada
Mais um entre a multidão
Cegado pela fumaça
Sujo de poluição

Vivendo o eterno operário
Eterno escravo do mundo
Dando a si um valor monetário
Em troca de seu óbito diário

Sob os olhares atentos
De quem espera, que se siga a massa
E que chuta a já podre carcaça
Dos sonhos em seu travesseiro

Toda Una Vida Para Nada

Otro día más comienza
Igual que todos los que han pasado
Viendo el sol salir
Por la ventana de un autobús abarrotado

Luchando por enriquecer
A alguien que no eres tú
Sonriendo en la monotonía
Juzgando en la hipocresía

Toda una vida para nada
Existiendo en complicidad
Renunciando a la experiencia
Mentalizando tu estándar de decencia

Toda una vida para nada
Uno más entre la multitud
Cegado por el humo
Sucio de contaminación

Viviendo eternamente como obrero
Eterno esclavo del mundo
Dándote un valor monetario
A cambio de tu muerte diaria

Bajo las miradas atentas
De quienes esperan que sigas a la masa
Y que patean la ya podrida carcasa
De los sueños en tu almohada

Escrita por: Gustavo Toscan da Silva