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Bumerangue

Deilson Pessoa

Bumerangue

Eu boto as cartas na mesa,
voce reclama do jogo
e a minha regra é tão simples:
é voce ganhar mesmo quando não aposta

A minha virtude é acesa
somente pelo seu fogo
e ele crepita emitindo timbres
audíveis somente para quem gosta

Não desoriente
Não me desmereça
Não me desalinhe
Não desenergize!

Eu chego, eu dou, eu tomo emprestado,
eu levo, eu trago de volta,
e a solidão vem bicho-papão,
de novo não! louve meu sangue

Me prende, me solta,
me lace, me lance,
me deixa viver sem escolta.
Minha aerodinâmica
tem o desenho de um bumerangue

Bumerangue

Yo pongo las cartas sobre la mesa,
tú te quejas del juego
y mi regla es tan simple:
es que ganes aunque no apuestes.

Mi virtud se enciende
solo por tu fuego
y crepita emitiendo sonidos
audibles solo para quien disfruta.

No te desorientes
No me menosprecies
No me desalinees
¡No me desenergices!

Llego, doy, tomo prestado,
llevo, traigo de vuelta,
y la soledad se convierte en un monstruo,
¡otra vez no! alaba mi sangre.

Me atrapas, me sueltas,
me enlazas, me lanzas,
déjame vivir sin escolta.
Mi aerodinámica
tiene el diseño de un bumerangue

Escrita por: Deilson Pessoa