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¡Salve! ¡Salve!

Deilson Pessoa

Salve! Salve!

Mesmo ferido eu sigo, eu nunca desisto antes de morrer.
Levando caro um pouco de graça, eu pago o preço de viver
Sob um sol que a cada dia cobra um novo que não vem.
E, de acaso ou de fome, eu me ajeito com o que tem.

Lanço um sorriso incisivo e canino, defendo assim meu lugar
Sob uma mesa de farto banquete que os ratos devoram sem dó

E, por baixo ou por cima, ou tentando se chegar
Cada qual se faz em cada um na estupidez desse jantar.

Já são horas de colher, não posso mais.
-se plantando tudo dá - já esperei!

Já são horas de colher, não posso mais.
Se plantando tudo dá, cadê o meu?

¡Salve! ¡Salve!

Aunque herido sigo, nunca me rindo antes de morir.
Llevando un poco de gracia cara, pago el precio de vivir
Bajo un sol que cada día reclama un nuevo que no llega.
Y, por casualidad o por hambre, me arreglo con lo que hay.

Lanzo una sonrisa incisiva y canina, defendiendo así mi lugar
Bajo una mesa de festín abundante que las ratas devoran sin piedad.

Y, por debajo o por encima, o intentando llegar
Cada uno se convierte en cada uno en la estupidez de esta cena.

Ya es hora de cosechar, no puedo más.
¡Siembra que todo da frutos! ¡Ya esperé!

Ya es hora de cosechar, no puedo más.
Siembra que todo da frutos, ¿dónde está el mío?

Escrita por: Deilson Pessoa