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Extraordinário

Deise Jacinto

Nada extraordinário
Outro dia de manhã manteiga no pão
Fumaça, café
A pia cheia porque eu disse: Não!

As roupas dançam no varal
E se transformam em montanhas
Poeira no chão, chinelo no pé
A tensão pra ver o mínimo da vida
Viver pra ver
Passar sem hora marcada

De peito aberto me joguei na estrada
Sem pressa, só calma
Como quem não espera nada

Soltei as amarras e me olhei no espelho
Sem pressa, só calma
Como quem não espera nada

É muito extraordinário
Flutuar num ponto azul
Na imensidão, do caos de se ver
Não ter controle é um tipo de poder
Viver pra ver
Passar sem hora marcada

De peito aberto me joguei na estrada
Sem pressa, só calma
Como quem não espera nada

Soltei as amarras e me olhei no espelho
Sem pressa, só calma
Como quem não espera nada

De peito aberto me joguei na estrada
Sem pressa, só calma
Como quem não espera nada

Soltei as amarras e me olhei no espelho
Sem pressa, só calma
Como quem não espera nada

Escrita por: Deise Jacinto