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Errante

Delinquentes

Vagamundo

A vida vira o dia com nada nas mãos
Carros passam alheios
Latas nas narinas, penetram as veias
Pés descalços revirando o lixo
Esperança quase já não há
Perseguindo seu suicídio
Acreditando que um dia vai mudar

Sua mente voa entre os urubus
Sua vida escoa em seu corpo nu
Não existe o dia, é tudo escuridão
Vive inconformado com sua própria solidão

Ver-o-peso, condor, feira do açaí
Mercado de são Braz, doca, benguí
Tudo está tão podre, já não agüento mais
O lixão do aurá entre os animais

Vagamundo, vagamundo...

Pés descalços...

Vagamundo, vagamundo
Não consegue nem morrer
Vagamundo, vagamundo
Nem pra isso o lixo serve

Vagamundo, vagamundo...

Deixa eu andar...

Errante

La vida se convierte en el día con nada en las manos
Carros pasan ajenos
Latas en las fosas nasales, penetran las venas
Pies descalzos revolviendo la basura
La esperanza casi no existe
Persiguiendo su suicidio
Creyendo que algún día cambiará

Su mente vuela entre los buitres
Su vida se escapa en su cuerpo desnudo
No hay día, todo es oscuridad
Vive inconforme con su propia soledad

Ver-o-peso, cóndor, feria del açaí
Mercado de São Braz, doca, benguí
Todo está tan podrido, ya no aguanto más
El basurero de Aurá entre los animales

Errante, errante...

Pies descalzos...

Errante, errante
No puede ni morir
Errante, errante
Ni para eso sirve la basura

Errante, errante...

Déjame caminar...

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