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Recuerdos de un Vaquero

Delmir e Delmon

Lembranças de Um Boiadeiro

Sou boiadeiro em Mato Grosso
Mas fui nascido lá em Minas Gerais
Eu levo a vida pelas estrada
É a herança dos meus velhos pais

Eu sou peão, rei dos laçador
Mas na viola eu tenho cartaz
Compro boiada no Brasil inteiro
Com fé em Deus eu viajo em paz

Eu fui buscar uma boiada
Foi lá pra banda do chão de Goiás
Mil e trezentos boi carreiro
E quinhentos marruais

Eu joguei o gado na estrada
E a poeira era demais
Eu fui na frente tocando berrante
Para avisar os certos sinais

Eu fui chegando em uma fazenda
Era seu dono o Juca Moraes
O fazendeiro foi me falando
Eu vou comprar o seu gado, rapaz

Então vendi pra ele a boiada
E lá deixei todos os animais
Cinco milhões de cruzeiros novos
Eu apurei os meus capitais

Eu vou voltar para a minha terra
E com boiada eu não mexo mais
Voltei de novo a tocar viola
Sempre cantando e cumprindo os meus ais

Ainda guardo daqueles tempos
Quatro lembrança linda demais
É o meu laço, um berrante de ouro
E dois cachorros policiais
É o meu laço, um berrante de ouro
E dois cachorros policiais

Recuerdos de un Vaquero

Soy vaquero en Mato Grosso
Pero nací allá en Minas Gerais
Vivo mi vida por las carreteras
Es la herencia de mis viejos padres

Soy peón, rey de los lazos
Pero en la guitarra tengo renombre
Compro ganado en todo Brasil
Con fe en Dios viajo en paz

Fui a buscar una manada
Fue hacia el suelo de Goiás
Mil trescientos bueyes carreteros
Y quinientos toros

Lancé el ganado en el camino
Y el polvo era demasiado
Iba adelante tocando el cuerno
Para avisar las señales correctas

Llegué a una hacienda
Su dueño era Juca Moraes
El hacendado me dijo
Voy a comprar tu ganado, muchacho

Entonces se lo vendí
Y dejé allí a todos los animales
Cinco millones de cruzeiros nuevos
Hice crecer mis capitales

Voy a regresar a mi tierra
Y no volveré a tratar con ganado
Volví a tocar la guitarra
Siempre cantando y cumpliendo mis penas

Aún guardo de aquellos tiempos
Cuatro recuerdos muy hermosos
Es mi lazo, un cuerno de oro
Y dos perros policías
Es mi lazo, un cuerno de oro
Y dos perros policías

Escrita por: Luís Andrade / Rancho Fundo / Marajá