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Viejo Moquiço

Delmonte e Amaraí

Velho Moquiço

Velho moquiço
De sapé aparadinho
Lá na beira do caminho
Que vai para o arraial

Velho moquiço
Mora ali a Sinhá Joana
Aquela linda serrana
Que tem fogo no olhar

Velho moquiço
Sempre passo lá na estrada
Vejo ela debruçada
No batente da janela

Tenho vontade
De chegar lá no terreiro
E aproximar sorrateiro
Pra dar um beijinho nela

Velho moquiço
Se ela compreendesse
A grande dor que padece
Minha alma amargurada

Tenho certeza
Que sorrindo ela vinha
Me esperar toda a tardinha
Na porteira lá da estrada

Velho moquiço
Lá da fraldinha da serra
Em seu interior encerra
Minha maior alegria

Tenho certeza
Que a sorte muda ainda
E esta cabocla linda
Há de ser minha algum dia

Viejo Moquiço

Viejo moquiço
De paja recortada
Allá en el borde del camino
Que va hacia el poblado

Viejo moquiço
Vive allí la Señora Joana
Esa hermosa serrana
Que tiene fuego en la mirada

Viejo moquiço
Siempre paso por ahí en la carretera
La veo recostada
En el marco de la ventana

Tengo ganas
De llegar al patio
Y acercarme sigilosamente
Para darle un besito

Viejo moquiço
Si ella entendiera
El gran dolor que padezco
Mi alma amargada

Estoy seguro
Que sonriendo vendría
A esperarme toda la tardesita
En la portera de la carretera

Viejo moquiço
Allá en la faldita de la sierra
En su interior encierra
Mi mayor alegría

Estoy seguro
Que la suerte cambiará aún
Y esta hermosa criolla
Será mía algún día

Escrita por: Ubirajara Moreira / Venâncio