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El Perseguido Cantor XIX

Demétrio Xavier

O Pajador Perseguido XIX

Eu venho bem lá de baixo
E muito em cima não estou
Ao pobre meu canto dou
E é assim que me contento
Estando em meu elemento
Eu valho pelo que sou

Se alguma vez eu cantei
Ante pançudos patrões
Foi picaneando as questões
Profundas da gente pobre
Não traio os meus por uns cobres
Nem pelo aplauso dos salões

Eu canto em todos os rumos
Mas um é o meu preferido
Cantei sempre estremecido
As penas da gauchada
Da minha gente explorada
Dos meus irmãos ofendidos

Pra ver se as coisas mudavam
Busquei rumo e me perdi
Mas a tempo percebi
E agarrei a minha estrada
Sou gaúcho mais que nada
E a essa bandeira segui

El Perseguido Cantor XIX

Yo vengo desde abajo
Y no estoy muy arriba
A los pobres les doy mi canto
Y así es como me contento
Estando en mi elemento
Valgo por lo que soy

Si alguna vez canté
Frente a los panzones patrones
Fue desentrañando las cuestiones
Profundas de la gente pobre
No traiciono a los míos por unas monedas
Ni por el aplauso de los salones

Canto en todas direcciones
Pero una es mi preferida
Siempre canté estremecido
Las penas de la gente gaucha
De mi gente explotada
De mis hermanos ofendidos

Para ver si las cosas cambiaban
Busqué un rumbo y me perdí
Pero a tiempo me di cuenta
Y agarré mi camino
Soy gaucho más que nada
Y a esa bandera seguí

Escrita por: Atahualpa Yupanqui