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Dor Fantasma

Detonautas

Tem um verbo assombrando o quarto
Fitando o nosso retrato
Dançando torto, meio bagunçado
Pedindo colo e pedindo um trago

É
Goteira jorrando litros
Trovões em copos de vidro
Na sombra reluz divino
Veneno e antídoto

Ai, essa dor fantasma
Na parede fria
Eu me afoguei
Nesse mar de covardia

Ai, essa dor fantasma
Que me assombra o dia
Eu virei refém
Das inseguranças minhas

Se os seus inimigos se foram
Com quem está fingindo brigar?
A tua plateia é casa
Você só na mesa do bar

Quer asas e não voar
Fé, mas não quer rezar
Junta a fome com a sede
Mas dentro do prato
Só come se o diabo amassar

Ai, essa dor fantasma
Na parede fria
Eu me afoguei
Nesse mar de covardia

Ai, essa dor fantasma
Que me assombra o dia
Eu virei refém
Das inseguranças minhas

Ai, essa dor fantasma
Na parede fria
Eu me afoguei
Nesse mar de covardia

Ai, essa dor fantasma
Que me assombra o dia
Eu virei refém
Das inseguranças minhas